ART GALLERY

🇬🇧 Founded in Rome in 1957 by Gian Tomaso Liverani, Galleria La Salita was one of the most significant and influential spaces for contemporary art in Italy during the second half of the twentieth century. The gallery takes its name from its original location on Salita di San Sebastianello, just steps away from Piazza di Spagna, an area that at the time was a central hub of Rome’s cultural life.
From its very beginning, La Salita distinguished itself as a space dedicated to research and experimentation, firmly oriented toward the most advanced languages of contemporary art. In a context still largely shaped by figurative tradition, the gallery chose to support artists who questioned established expressive codes, opening new dialogues around form, material, and the very conception of the artwork.
During the 1950s and 1960s, La Salita quickly became a key reference point for both the Roman and national art scenes. Alongside spaces such as Galleria La Tartaruga, it played a crucial role in promoting an understanding of art as a field of conceptual and formal inquiry. In these years, the gallery exhibited artists who would go on to leave a lasting mark on postwar Italian and international art, contributing decisively to their critical recognition.
Throughout the 1960s and 1970s, the gallery hosted exhibitions by central figures of the avant-garde, including Tano Festa, Francesco Lo Savio, Giulio Paolini, Jannis Kounellis, Luciano Fabro, Christo, and Richard Serra. La Salita became a privileged site of exchange between diverse artistic practices, ranging from conceptual art to Arte Povera, from analytical painting to post-minimalist sculpture. Rather than merely following emerging trends, the gallery often anticipated them, offering space to practices that were at the time still radical or marginal.
The history of the gallery is also one of movement and transformation. After its original venue, La Salita relocated to Via Gregoriana, and later to Via Garibaldi, adapting its spaces to the evolving demands of exhibition-making. Each location functioned as a laboratory, where exhibitions were conceived as critical projects rather than simple displays of artworks, with careful attention to the relationship between artwork, architecture, and viewer.
Alongside its exhibition program, Gian Tomaso Liverani developed an important editorial activity, producing catalogues, portfolios, and artist editions that contributed to the dissemination of the ideas and research promoted by the gallery. In this sense, La Salita operated not only as a physical exhibition space, but as a center of cultural production, actively shaping the theoretical and critical discourse of its time.
Over the course of nearly three decades of activity, La Salita organized hundreds of exhibitions, leaving a profound imprint on the history of contemporary art in Italy. Its legacy is now widely recognized by museums, archives, and scholars as fundamental to understanding the development of artistic languages in the second half of the twentieth century and the role of Rome as an international crossroads for art during those years.
Galleria La Salita remains an emblematic example of how an independent space, guided by a clear and rigorous vision, can become a driving force for innovation, a site of discovery, and a lasting point of reference in the history of art.
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🇵🇹 Fundada em Roma em 1957 por Gian Tomaso Liverani, a Galleria La Salita foi um dos espaços mais significativos e influentes da arte contemporânea na Itália durante a segunda metade do século XX. A galeria deve seu nome à sua primeira sede na Salita di San Sebastianello, a poucos passos da Piazza di Spagna, uma área que, na época, representava um dos centros mais importantes da vida cultural romana.
Desde o início, La Salita destacou-se como um espaço dedicado à pesquisa e à experimentação, voltado para as linguagens mais avançadas da arte contemporânea. Em um contexto ainda fortemente marcado pela tradição figurativa, a galeria optou por apoiar artistas que questionavam os códigos expressivos consolidados, abrindo novas reflexões sobre forma, material e sobre o próprio conceito de obra de arte.
Durante as décadas de 1950 e 1960, La Salita tornou-se rapidamente um ponto de referência para a cena artística romana e nacional. Ao lado de espaços como a Galleria La Tartaruga, desempenhou um papel fundamental na promoção de uma visão da arte como campo de investigação conceitual e formal. Nesse período, a galeria apresentou artistas que viriam a marcar profundamente a história da arte italiana e internacional do pós-guerra, contribuindo decisivamente para seu reconhecimento crítico.
Ao longo das décadas de 1960 e 1970, a galeria realizou exposições de figuras centrais da vanguarda, entre elas Tano Festa, Francesco Lo Savio, Giulio Paolini, Jannis Kounellis, Luciano Fabro, Christo e Richard Serra. A Galleria La Salita tornou-se um espaço privilegiado de diálogo entre diferentes práticas artísticas, que iam da arte conceitual à Arte Povera, da pintura analítica à escultura pós-minimalista. Em vez de apenas acompanhar as tendências emergentes, a galeria frequentemente as antecipou, oferecendo espaço a pesquisas que, naquele momento, ainda eram consideradas radicais ou marginais.
A história da galeria é também marcada por deslocamentos e transformações. Após a sede original, La Salita transferiu-se para a Via Gregoriana e, posteriormente, para a Via Garibaldi, adaptando seus espaços às exigências em constante evolução da prática expositiva. Cada sede funcionou como um laboratório, onde as exposições eram concebidas como projetos críticos e não como simples apresentações de obras, com atenção especial à relação entre obra, arquitetura e público.
Paralelamente à atividade expositiva, Gian Tomaso Liverani desenvolveu uma importante atividade editorial, produzindo catálogos, pastas e edições de artistas que contribuíram para a difusão das ideias e das pesquisas promovidas pela galeria. Nesse sentido, La Salita atuou não apenas como um espaço físico de exposição, mas como um centro de produção cultural, influenciando ativamente o debate teórico e crítico de sua época.
Ao longo de cerca de três décadas de atividade, a Galleria La Salita organizou centenas de exposições, deixando uma marca profunda na história da arte contemporânea italiana. Seu legado é hoje amplamente reconhecido por museus, arquivos e estudiosos como fundamental para compreender o desenvolvimento das linguagens artísticas na segunda metade do século XX e o papel de Roma como um cruzamento internacional da arte naquele período.
A Galleria La Salita permanece como um exemplo emblemático de como um espaço independente, guiado por uma visão clara e rigorosa, pode tornar-se um motor de inovação, um lugar de descoberta e um ponto de referência duradouro na história da arte.
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​🇮🇹 ​Fondata a Roma nel 1957 da Gian Tomaso Liverani, la Galleria La Salita è stata uno dei luoghi più significativi e influenti dell’arte contemporanea italiana del secondo Novecento. Il nome della galleria deriva dalla sua prima sede in Salita di San Sebastianello, a pochi passi da Piazza di Spagna, un’area che in quegli anni rappresentava uno dei fulcri della vita culturale romana.
Fin dalla sua nascita, La Salita si distingue come uno spazio di ricerca e sperimentazione, orientato verso i linguaggi più avanzati dell’arte contemporanea. In un contesto ancora fortemente segnato dalla tradizione figurativa, la galleria sceglie di sostenere artisti che mettono in discussione i codici espressivi consolidati, aprendo il dibattito su nuove forme, materiali e concezioni dell’opera d’arte.
Negli anni Cinquanta e Sessanta, La Salita diventa rapidamente un punto di riferimento per la scena romana e nazionale, affiancandosi a realtà come la Galleria La Tartaruga nel promuovere una visione dell’arte come campo di ricerca concettuale e formale. In questo periodo espone artisti che segneranno profondamente la storia dell’arte italiana e internazionale del dopoguerra, contribuendo in modo decisivo alla loro affermazione critica.
Nel corso degli anni Sessanta e Settanta, la galleria ospita mostre di figure centrali dell’avanguardia, tra cui Tano Festa, Francesco Lo Savio, Giulio Paolini, Jannis Kounellis, Luciano Fabro, Christo, Richard Serra, diventando un luogo privilegiato di confronto tra esperienze diverse, dal concettuale all’Arte Povera, dalla pittura analitica alla scultura post-minimalista. La Salita non si limita a seguire le tendenze, ma spesso le anticipa, offrendo spazio a ricerche allora ancora marginali o radicali.
La storia della galleria è anche una storia di spostamenti e trasformazioni. Dopo la sede originaria, La Salita si trasferisce in Via Gregoriana, e successivamente in Via Garibaldi, adattando i propri spazi alle esigenze di una pratica espositiva sempre più consapevole del rapporto tra opera, architettura e pubblico. Ogni sede diventa un laboratorio, un luogo in cui la mostra è concepita come progetto critico e non come semplice esposizione.
Accanto all’attività espositiva, Gian Tomaso Liverani sviluppa un’importante attività editoriale, producendo cataloghi, cartelle e multipli d’artista che contribuiscono alla diffusione delle idee e delle ricerche promosse dalla galleria. In questo senso, La Salita si configura non solo come spazio fisico, ma come centro di produzione culturale, capace di incidere sul dibattito teorico e critico del suo tempo.
Nel corso di circa tre decenni di attività, La Salita organizza centinaia di mostre, lasciando un’impronta profonda nella storia dell’arte contemporanea italiana. La sua eredità è oggi riconosciuta da musei, archivi e studiosi come fondamentale per comprendere lo sviluppo dei linguaggi artistici del secondo Novecento e il ruolo di Roma come crocevia internazionale dell’arte in quegli anni.
La Galleria La Salita resta un esempio emblematico di come uno spazio indipendente, guidato da una visione chiara e rigorosa, possa diventare un motore di innovazione, un luogo di scoperta e un punto di riferimento duraturo nella storia dell’arte.



